Home TeatroMostra AO TEATRO 2026 apresenta seis espetáculos inéditos no Sesc Palladium

Mostra AO TEATRO 2026 apresenta seis espetáculos inéditos no Sesc Palladium

by Paloma Morais

Foto: Priscila Natany

A Mostra AO TEATRO realiza sua segunda edição a partir de 6 de março de 2026, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium, em Belo Horizonte. Com direção geral da atriz, diretora e dramaturga mineira Rita Clemente, a programação reúne seis espetáculos inéditos, com apresentações até 29 de março, e tem como eixo a formação de público, a pesquisa cênica e a valorização do ofício teatral.

A mostra apresenta trabalhos interpretados majoritariamente por artistas com mais de 40 anos, entre eles Júlio Maciel, do Grupo Galpão, Cláudio Dias, do Luna Lunera, e Alexandre Toledo, da Cia da Farsa. As montagens partem de obras da literatura universal, com adaptações que dialogam com temas como masculinidade, poder, conflito existencial e relações humanas.

Os ingressos para os espetáculos pagos custam R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível, com vendas pelo Sympla e na bilheteria do Sesc Palladium. As apresentações gratuitas dos espetáculos “Espantalho” e “Escorpiões na Alma” exigem retirada prévia de ingresso exclusivamente pelo Sympla.

A edição de 2026 envolve mais de 40 profissionais, entre produtores, técnicos e artistas, e destaca o protagonismo de intérpretes e criadores independentes. Segundo a direção, a proposta do projeto é estimular o acesso continuado ao teatro, ampliando o diálogo com o público e fortalecendo a cena contemporânea.

Programação

A abertura ocorre com “A extravagante e cotidiana vida de Pedro, o Macaco-Homem”, livre adaptação de “Um Relato para a Academia”, de Franz Kafka, com Mário Moraes, em cartaz de 6 a 8 de março.

“Espantalho”, adaptação de “Os Males do Tabaco”, de Anton Tchekhov, com Enio Rodrigues, será apresentado nos dias 10 e 11 de março, seguido de atividade formativa.

“Invisível”, inspirado no conto “Giovanni Episcopo”, de Gabriele D’Annunzio, com Alexandre Toledo, tem sessões de 12 a 15 de março.

Nos dias 17 e 18 de março, Júlio Maciel apresenta “Escorpiões na Alma”, livre adaptação de “Macbeth”, de William Shakespeare, também seguida de roda de conversa.

“Haicais para Diadorim – para os amantes tornados invisíveis”, com Cláudio Dias e Letícia Castilho, entra em cartaz de 19 a 22 de março, a partir de texto de Carlos Viegas.

O encerramento da mostra acontece com “Delírio e Queda”, solo de Rita Clemente inspirado em “Macbeth”, com sessões abertas ao público de 27 a 29 de março, após apresentação fechada para convidados no dia 26.

Criada em 2023, a Mostra AO TEATRO é um desdobramento das pesquisas desenvolvidas no Estúdio Clementtina e se consolida como um projeto voltado à criação, à circulação de espetáculos inéditos e à ampliação do acesso ao teatro em Belo Horizonte.

Serviço Mostra AO TEATRO

“A extravagante e cotidiana vida de Pedro, o Macaco-Homem” com Mário Moraes

Data: 05 a 08 de março (*5 de março – Sessão fechada para convidados)

Horário: Quinta e sexta às 20h30 e domingo às 19h

Sinopse: A peça mostra a vida de Pedro e suas cotidianas ações, como em um circo que torna extravagante e absurdo ações simples do dia a dia realizadas por um animal selvagem, sem saída e sem liberdade. Uma fábula sobre como capturar a natureza de cada um, adestrando os instintos mais essenciais: quando para adquirir liberdade criamos uma jaula. 

Sobre Mário Moraes: Formado pela Escola de Belas Artes da UFMG, realizou trabalhos com O Clube (BH), o Studio Farm in the Cave (Rep. Tcheca), Fernando Montes (Colômbia) e Teatro Pontífex (BH). Em sua trajetória destacam-se experiências com Cacá Carvalho, Gey Pin Ang, Silvana Stein, Rita Clemente, Villiam Docolomansky e Fernando Montes. Vem pesquisando interpretação e composição no Estúdio Clementtina, nos últimos anos, que resultaram nos exercícios cênicos Um Precipício no Mar e Não Contém Glúten.

“Espantalho” com Enio Rodrigues 

* Apresentação seguida de atividade formativa (roda de conversa).

Data: 10 a 11 de março

Horário: 19h

Sinopse: A masculinidade em frangalhos se mostra desnuda diante do público. Seu escape viril e vingativo desvela-se em cena: uma palestra que se divide entre o cômico, o patético e o desconcertante drama masculino.

Sobre Enio Rodrigues: Estudou teatro na instituição SESIMINAS (Teatro Adulto), apresentando-se, em 2004, na montagem final do espetáculo  “JANTAR DE FAMÍLIA”: Direção de Wesley Marchiori. Em 2005, no Teatro da Maçonaria, participou de oficinas, atuando, neste mesmo ano no espetáculo “CONSTRUINDO MARYSCHEILA” com Direção de Wesley Marchiori. No Estúdio Clementtina, participou das oficinas: “Intensivo Teatral: Solo sim, monólogo não” realizado entre março e junho de 2024 e “Processos Criativos” em 2024 e “Dramaturgia da Cena,” participando, também, em 2025 do curso “Desenvolvimento Técnico e Artístico para Atores” na mesma instituição. Ainda em 2025, estuda voz com a preparadora vocal Ana Hadad. Profissionalizou-se em 2025 pelo SATED MINAS. 

“Invisível” com Alexandre Toledo

Data: 12 a 15 de março

Horário: De quinta a sábado às 20h30 e domingo às 19h

Sinopse: A que ponto pode chegar um homem para defender quem ama? Em INVISÍVEL , o homem,  mesmo subjugado, arregimentou todas as forças da sua alma uma única vez e realizou o mais terrível dos atos. Doente e diante do inevitável, se prepara para o último encontro de sua vida.

Sobre Alexandre Toledo: é ator, diretor, produtor e dramaturgo. Formado em Comunicação Social e em Psicologia pela PUC Minas e em Filosofia pela UFMG, com mestrado em filosofia também pela UFMG e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo. Ator formado pelo CEFAR, tem mais de vinte anos de carreira. É um dos fundadores do grupo de teatro Cia da Farsa. Esteve em espetáculos tão diversos como Macbeth com Ketchup, La fiaca, Aprendiz de Feiticeiro, O Contrabaixo, Senhora dos Afogados, Boca de Ouro, Arte, Wilde.Re/Construído, Deus da Carnificina e Diógenes, monólogo que também escreveu. Seus espetáculos mais recentes são O Toró, adaptação do clássico A Tempestade de Shakespeare e Pequenas Infidelidades. Com o monólogo O Contrabaixo, ganhou o prêmio Usiminas/Sinparc de melhor ator em 2005 e com o espetáculo Auto da Compadecida, que dirigiu e co-produziu, ganhou o prêmio Usiminas/Sinparc de 2008, de melhor espetáculo adulto.

“Escorpiões na Alma” com Júlio Maciel

* Apresentação seguida de atividade formativa (roda de conversa).

Data: 17 e 18 de março

Horário: 19h 

Sinopse curta: Um solo que propõe uma abordagem vertical sobre os últimos momentos do personagem Shakespeareano em uma adaptação irreverente e apocalíptica.

Sobre Júlio Maciel: Nasceu em Belo Horizonte, em 12 de janeiro de 1967. Formou-se como ator no curso técnico do Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1989. No final do ano de 1990 foi convidado a participar da montagem “Álbum de Família”, do Grupo Galpão com direção de Eid Ribeiro. Desde então tornou-se ator/sócio da companhia, tendo participado de quase todas as montagens do grupo.

Em 1995, fundou a Cia. Cínica de Artes Cênicas, responsável pelas montagens dos espetáculos “Catavento” e “Don Perlimplin”. 

Coordenou o projeto “Oficinão”, do Galpão Cine Horto, nos anos de 1999, 2001 e 2003, sendo responsável pela direção dos espetáculos “Caixa Postal 1500”, “Cães de Palha”, “A Vida é Sonho” e junto a Chico Pelúcio e Lydia Del Picchia dirigiu o espetáculo “In Memorian”. Assinou a dramaturgia de “Papo de Anjo”, primeiro espetáculo do projeto Pé na Rua do Galpão Cine Horto. Convidado pelo Grupo do Beco do Aglomerado Santa Lúcia, assinou a direção do espetáculo “Bendita a Voz Entre as Mulheres”, junto a Ana Domitila. Em 2009, assinou a direção do espetáculo “Till – A Saga De Um Herói Torto” e, em 2023, do espetáculo “Cabaré Coragem”, ambos do Grupo Galpão. Durante estes mais de 30 anos de trabalho ininterrupto com o Grupo Galpão, desenvolveu várias oficinas de teatro por todo o Brasil tendo inclusive dirigido espetáculos em várias cidades.

“Haicais para Diadorim – para os amantes tornados invisíveis” com Cláudio Dias e Letícia Castilho

Data: 19 a 22 de março 

Horário: De quinta a sábado às 20h30 horas e domingo às 19h

Sinopse: Quem é Diadorim? Quem é Riobaldo? Personagens icônicos apresentam-se em cenas que propõem um cruzamento entre culturas, que ultrapassam a realidade e encontram solo fértil na poética transcendente do haicai. Os dois, a cena e o texto, Riobaldo e Diadorim, se misturam em uma dinâmica e amorosa luta pela sobrevivência através da metáfora dos amores impossíveis.

Sobre Cláudio Dias: é ator e diretor, membro-fundador da Cia. de Teatro Luna Lunera, com formação em História pela UFMG e em artes cênicas pelo Palácio das Artes/Cefart. Construiu uma carreira sólida no teatro, atuando em espetáculos marcantes desde os anos 1990 até produções recentes como Aquela que eu (não) fui e Cintura Fina. Co-dirigiu e atuou em trabalhos emblemáticos da Luna Lunera, como Aqueles Dois e Prazer. Desde 2006, dedica-se à pesquisa contínua na preparação de atores, articulando dança contemporânea, contato improvisação e viewpoints. Sua formação inclui residências e estudos com artistas e instituições internacionais na Dinamarca, Espanha e Estados Unidos. 

Sobre Letícia Castilho: é atriz e professora, licenciada em Artes Cênicas pela UFMG. Há mais de três décadas atua no palco e na formação teatral, com foco em criação, improvisação e processos colaborativos, articulando corpo, memória e dramaturgia da cena. Integra a equipe dos cursos livres do Galpão Cine Horto há 11 anos e já lecionou na UFMG e no CEFART/FCS. Coordenou cursos técnicos e projetos em instituições culturais de Minas Gerais. Participou de diversas montagens, performances autorais e produções audiovisuais. É integrante da rede internacional The Magdalena Project, dedicada à criação cênica de mulheres.

“Delírio e Queda” com Rita Clemente

Data: 26 a 29 de março (*26 de março – Sessão fechada para convidados)

Horário: De sexta a sábado às 20h30 horas e domingo às 19h

Sinopse: Livre adaptação de Macbeth de Shakespeare, “Delírio e Queda”, de Rita Clemente, também traz, pela força da mulher, a fragilidade masculina. Clemente, referência nas artes da cena em Minas e no Brasil, conta a história de uma mulher que deseja ter um trono todo seu. Para tanto, cria um plano infalível e cruel. No entanto um criado, subordinado a ela, também quer ascender, também tem um plano.

Sobre Rita Clemente: é atriz, diretora, pesquisadora, roteirista e dramaturga mineira, com vasta experiência em teatro e incursões em televisão e cinema, sendo reconhecida por sua pesquisa sobre dramaturgia de cena e intermidialidade. Rita é diretora artística do Estúdio Clementtina na capital mineira, onde criar e produz seu trabalho independente. É premiada em Minas, SP e RJ como diretora e atriz de teatro. Na televisão, estreou como atriz no seriado “A Cura” (2010) e fez parte do elenco das novelas “A Vida da Gente” (2011-2012), “Amor à Vida” (2013), e “Liberdade, Liberdade” (2016), todas pela TV Globo. No cinema, atuou nos longas-metragens “Pequenas Histórias” e “Batismo de Sangue”, do diretor Helvécio Ratton. Sua primeira pesquisa cinematográfica AO TEATRO, estreou em 2020 na MOSTRA INTERNACIONAL CINE-BH.  Estreia como diretora e roteirista no curta-metragem MERGULHO, adaptação da peça homônima de sua autoria. Mestra em Artes e graduada em música pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), é DOUTORANDO em Artes da Cena (UFMG); também é formada como atriz pelo curso de profissionalização de atores da Fundação Clóvis Salgado (CEFART/FCS). Desde de 2021 tem trabalhado, também, como encenadora de ópera no centro de produção artística do Palácio das Artes.

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