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BELO HORIZONTE, MG

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Foto: Carlos Oliveira

“Arquivo_O Somos”, novo trabalho do grupo mineiro “O Somos”, encerra a temporada na Funarte-MG no próximo final de semana, com apresentações na sexta, às 20h, sábado e domingo, às 18h. Em cena, os bailarinos, bailarinas e bailarines do grupo, Elisa Righetto, Deborah Lopes, Luciana Laper, Túlio Cássio e Zadô Luz, o artista visual convidado Sandro Miccolli, ao som da trilha sonora original do carioca Júlio Santa Cecília, retratam a solidão do mundo virtual, o machismo na construção dos softwares das inteligências artificiais e as identidades de gênero, por meio da representação da dança, tecnologia, das artes visuais e do cinema. “Esse trabalho se desdobra a partir da construção do ser e da sua relação com o espaço e com outro. É um roteiro que vem sendo desenvolvido há mais de cinco anos, a partir das vivências de cada integrante e das experiências em outros projetos de cenas curtas, que ganharam uma nova roupagem dramatúrgica”, explica o diretor Túlio Cássio.

Com cocriação e coreografia de Elisa Righetto e a iluminação e direção gráfico-digital de Rafo Barbosa, “Arquivo_O Somos” se passa em uma cidade, projetada em tempo real pelo artista Sandro Miccoli, por meio de recursos de live coding visuals. Durante 60 minutos, quatro atos são apresentados. Ato 1. A concepção: um arquiteto cria uma cidade virtual, uma matrix, para ser habitada por seres humanos. Ato 2. Boot, um processo de inicialização forçada: o arquiteto percebe que os seres ganham vida, mas que as coisas não estão acontecendo como ele esperava e terá que reiniciar. Aborda-se o masculino e o feminino (o binarismo) e como a sociedade trata os gêneros, questionando as formas geométricas: por que o círculo é historicamente ligado ao feminino e o quadrado ao masculino? Nesse ato, acontece a cena Trans Vitruviana, que reconstrói a obra O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, em que os artistas refazem a obra em dois corpos, refletindo sobre o masculino e feminino. Ato 03. Looping, uma repetição de comportamentos: o grupo questiona os gêneros nas inteligências artificiais que estão atribuídas a voz feminina. Ato 4. Bug, o incômodo no sistema: como os seres estão se relacionando com o outro, nessa cidade e espaço, onde tudo já foi construído, está de pé e foi codificado.

Os ingressos custam R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia, e estão à venda no site Sympla (https://www.sympla.com.br/produtor/osomos). Duração: 60 minutos. Classificação: 12 anos.

SERVIÇO
Estreia do espetáculo “Arquivo_O Somos”
Grupo “O Somos”
Dias 1, 2 e 3 de julho
sextas e sábados, às 20h, domingo, às 18h
Funarte-MG – Rua Januária, 68, Centro
Duração:  60 minutos
Classificação: 14 anos
INGRESSOS: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
Vendas pela Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/osomos

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